segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

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Carlos Fehlberg

A diferença: o PSDB não teve sucessores para Fernando Henrique. Já o Partido dos Trabalhadores escolheu Dilma, após fase de Lula

Tucanos perderam com Serra e Alckmin, mas Dilma, a aposta de Lula, deu certo.

PSDB e PT ainda dividem a liderança política nacional, apesar dos revezes do primeiro e vitorias do segundo. Mas é entre eles que se dividem as atenções do eleitorado. A realidade, porém, mostra duas vitórias seguidas do PSDB com FHC (1974/78) e três do PT com Lula e Dilma (2002, 2006 e 2010). Fernando Henrique não teve sucessores ou seguidores vitoriosos como ocorreu com o PT.

Os tucanos perderam com Serra duas vezes e uma com Alckmin. No PT foi diferente, Lula conseguiu fazer sucessor com Dilma Roussef. A interpretação de alguns círculos é a de que no caso petista Lula continuou ativo e participando não só da indicação do substituto (a), mas entrando com sua popularidade na campanha. Já o PSDB adotou um critério polêmico, afastando Fernando Henrique das campanhas, sob o pretexto de que sua administração poderia virar alvo predileto do petismo... Não adiantou nada. Este é um dado que justifica, depois de sucessivas derrotas, o reaparecimento em primeiro plano de Fernando Henrique. Ele é a liderança tucana em maior evidência e poderá entrar agora no debate.

 Um erro hoje reconhecido por alguns setores tucanos foi exatamente esse, o de manter à margem do debate eleitoral o ex-presidente, enquanto os adversários tratavam de atingir sua administração... 2014, pelo que se conclui das últimas aparições de FHC poderá ser diferente, mediante a sua convocação... Ao menos, até agora, ele está participando dos debates e avaliações internas.

 Afinal

Tão logo seja eleito o presidente da Câmara o projeto de reforma política relatado pelo deputado Henrique Fontana deverá ser incluído em pauta para votação. Ele estabelece financiamento público, acaba com coligação nos pleitos proporcionais e unifica as eleições, entre outras propostas. A votação vem sendo protelada por algum tempo, embora sempre anunciada... O novo presidente já se manifestou favorável a uma definição, mesmo considerando a falta de consenso.


Genoíno substitui Carlinhos Almeida

E Genoíno vai assumir

 

A Câmara Federal recebeu ontem o pedido de renúncia do deputado Carlinhos Almeida, o que permite que o ex-presidente nacional do PT e réu condenado no julgamento do mensalão, José Genoíno, tome posse como parlamentar já na próxima semana. Segundo informações da Câmara, o documento pede a desincompatibilização de Almeida do mandato a partir do dia 1º de janeiro, quando assume como prefeito de São José dos Campos.

 

AGU quer tempo

A comissão de sindicância aberta pela AGU (Advocacia-Geral da União) para investigar o envolvimento de servidores no esquema desarticulado pela Operação Porto Seguro pediu mais 30 dias de prazo para concluir a apuração. As razões para aumentar o prazo é o grande volume de material enviado pela PF sobre a Operação e que ainda precisa ser analisado.

Dilma no café da manhã com jornalistas: “Vocês não vão me ver falar sobre isso (mensalão). Como presidente, eu não estaria contribuindo para a governabilidade”.

 Dilma atenta

A presidente Dilma Rousseff não falou sobre o julgamento do mensalão no café da manhã com jornalistas ontem. Dilma negou que possa haver uma crise entre os Poderes, e que não cabe a ela interferir nessa relação: “Vocês não vão me ver falar sobre isso (mensalão). Como presidente, eu não estaria contribuindo para a governabilidade”, assinalou. Segundo ela, a autonomia dos três Poderes é uma“pedra basilar da democracia”. Como presidente, ela afirma que não pode interferir na relação dos poderes.

 

E a eleição?

A Presidente Dilma que também fez questão de elogiar a contribuição que o PT tem oferecido ao país, mas não falou sobre a sucessão: “Pretendo governar de hoje até 31 de dezembro de 2014, com absoluto empenho. Não vou antecipar o fim do meu mandato” disse.


Brizola quer a direção do PDT

Ela ainda falou os problemas de interrupção de energia que ocorreram recentemente,, afirmando que eles são fruto de erros humanos e não devem ser atribuídos a problemas como raios que teriam atingido as subestações ou linhas de transmissão. Ela ainda negou que há chances de ocorrerem apagões no Brasil.

Disputa no PDTO ministro do Trabalho, Brizola Neto, e o presidente do PDT, Carlos Lupi, disputam o comando do Partido. A eleição para a presidência do partido está prevista para março de 2013. Seu resultado deve indicar qual será a opção do partido em 2014, e, por isso, é acompanhado de perto pelo Palácio do Planalto. Sem alare, nem declarações, a tendência do governo seria mais favorável a Brizola Neto

Dada largada às alianças para eleições estaduais num ano decisivo

Agora, realização simultânea de eleições estaduais e federais mobiliza lideranças.
As eleições municipais podem ter avançado sobre possíveis coligações para o confronto de 2014. Mas apesar disso, a não ser o bloco majoritário no qual PT e PMDB conservam uma sólida aliança, estão abertas as conversações que podem engrossar o bloco governista ou dar mais alento às oposições... Não é possível definir a essa altura, por exemplo, a decisão de Eduardo Campos e seu PSB, nem outros partidos médios que se consideram superados em força política pela aliança governista, mas que se julgam importantes na equação. Há um dado que pode influir nessas conversações, as eleições estaduais, previstas para o mesmo período. Nesse sentido o Palácio do Planalto pode levar uma vantagem pela máquina disponível e poder de persuasão. Mas até que ponto composições poderão ser viabilizadas sempre dentro do contexto palaciano? São desafios como este que vão exigir mais das lideranças experientes, encarregadas de articulações. E às quais estarão atentos também as lideranças oposicionistas. Com certeza...

 A vez de Brasília
A par de tudo isso, é claro que influi decisivamente na formação de coligações estaduais a força de Brasília, e nela desponta o PMDB, principal aliado do PT. Por isso o papel das direções nacionais vai pesar para que a harmonia de composições prevaleça nos estados, algo indispensável para fortalecer a chapa presidencial. Resta saber se as realidades locais serão bem equacionadas, pois tais missões são sempre sensíveis pelas reivindicações e posturas... A nova fase eleitoral não exige o mesmo esforço de eleições municipais, mas o jogo político estadual é muito mais complicado.
 
Câmara elege
Está marcada para as 10 horas do dia 4 de fevereiro a eleição da nova Mesa da Câmara. Sete integrantes titulares (um presidente, dois vice-presidentes e quatro secretários), além de quatro suplentes de secretário serão eleitos para um mandato de dois anos. De acordo com o cronograma divulgado pelo presidente da Câmara, Marco Maia, os deputados têm até meio-dia de 1º de fevereiro, para formar blocos parlamentares.

"Manter ritmo de investimentos"

E o orçamento?

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou ontem que o governo vai liberar, por meio de medida provisória, R$ 42,5 bilhões relativos a investimentos previstos no projeto de lei orçamentária de 2013 e a suplementações orçamentárias de 2012. A MP deverá ser publicada em edição extraordinária do "Diário Oficial da União" desta quinta, segundo a ministra, e tem por objetivo manter o ritmo de investimentos em 2013. Com a medida, o governo abre crédito correspondente a um terço do previsto na proposta orçamentária de 2013 – aprovada pela Comissão Mista de Orçamento na semana passada, o que corresponde a R$ 41,8 bilhões para investimento nos três Poderes. Esse montante será executado dentro do Orçamento de 2012 e poderá ser gasto até que o Orçamento de 2013 seja sancionado. E deverá atender outras frentes e necessidades.
 
 Reação
O líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo, afirmou que a medida provisória que determina crédito extraordinário no valor líquido de R$ 42,5 bilhões é “ilegal e inócua”. Ele considera que a direção nacional do Partido vai analisar o conteúdo e a constitucionalidade da MP anunciada pelo governo e, se necessário, o partido tomará as “providências necessárias” para questionar a medida.
Dilma: “Acho ridículo dizer que o Brasil corre risco de racionamento”.

 Sem riscos
Enquanto isso a presidente Dilma Rousseff assegurou ontem, mais uma vez, que o país não corre risco de racionamento de energia elétrica. Ela assegurou que o governo agirá para garantir que as empresas realizem investimentos em manutenção.“Acho ridículo dizer que o Brasil corre risco de racionamento”, disse ela durante conversa com repórteres que cobrem o Palácio do Planalto.

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