quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Atletas para se observar nos Jogos Paralímpicos

 
Os Jogos Paralímpicos de 2012, que vão começar nesta quarta-feira (29), verão mais de 4.200 homens e mulheres de 160 países em Londres para a disputa de 503 eventos em 21 esportes distintos. A competição recebe atletas com deficiências, sejam elas de mobilidade, causadas por amputações, cegueira e paralisia cerebral para 12 dias de muita ação. Por isso, o MSN preparou uma relação de atletas para se ficar de olho em Londres-2012!

Oscar Pistorius (África do Sul)
De volta às Paralimpíadas, um dos mais reconhecidos e falados atletas do planeta: o multi recordista e cinco vezes medalhista de ouro paraolímpico, o sul-africano Oscar Pistorius. Depois de várias controvérsias e resistências que prejudicaram no início de sua carreira, Pistorius fez história por ser o primeiro amputado a competir nas Olimpíadas convencionais, encerradas em 12 de agosto. Lá, ele alcançou as semifinais dos 400 m e também as finais do revezamento 4 x 400 m. Para estes Jogos, ele alinhará no revezamento 4 x100 m e defenderá o título dos 100 m livre, categoria T44, em um dos eventos mais emocionantes da competição

Michael McKillop (Irlanda)
O irlandês já fez história no Estádio Olímpico de Londres antes dos Jogos Paralímpicos de 2012:em maio, ele foi o primeiro atleta a estabelecer um recorde mundial no local recém inaugurado, nos 1500 m T37. Com sequelas 'leves' por conta de uma paralisia cerebral, ele volta para Londres para vencer nos 800 m e novamente nos 1500 m do T37
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Natalia Partyka (Polônia)
Após competir nas Olimpíadas, há pouco menos de um mês, Natalia busca uma medalha no tênis de mesa. Ao lado de Pistorius, a polonesa é a única a competir nas duas edições dos Jogos, feito que ela também havia alcançado em 2008. Embora ela ainda não tenha uma medalha Olímpica, Natalia surgiu com um ouro em simples e a prata por equipes nas Paralimpíadas de 2004 e 2008.
 
Aaron Phipps (Grã-Bretanha)
Aos 29 anos, Aaron vai fazer sua estreia nas Paraolimpíadas na seleção britânica de rúgbi em cadeira de rodas. Biamputado após sofrer com meningite quando era adolescente, Phipps é um ex-velocista na cadeira de rodas. Ele se tornou membro assíduo de sua seleção nos últimos três anos
 
Esther Vergeer (Holanda)
Uma combinação de 42 títulos de simples e duplas em Grand Slams, cinco medalhas olímpicas, invencibilidade de 465 jogos de simples e número um do ranking desde abril de 1999. A lista de feitos de Esther Vergeer parece que nunca será igualada por nenhum outro esportista e que, de forma justa, a eleva como a maior jogadora de tênis em cadeira de rodas da história. A técnica soberba da estrela holandesa será exibida novamente nestas Paralimpíadas, onde ela vai competir pela quarta medalha em simples.
 
Hannah Russell (Grã-Bretanha)
A deficiente visual fará seu debute nos Jogos Paralímpicos com apenas 16 anos, competindo em cinco provas: 50, 100 e 400 m livre, 100 m borboleta e 100 m costas, na categoria S12. Com um bronze e uma prata no último Europeu, Hannah espera repetir o sucesso da compatriota Ellie Simmonds em Pequim-2008
 
 
Chen Liangliang (China)
Ele foi um dos heróis chineses na vitória sobre a Lituânia na final do Goalball (esporte destinado a pessoas cegas ou com deficiência visual) dos Jogos Paralímpicos de Pequim-2008, quando sua equipe reverteu uma desvantagem de dois gols para 9 a 8 e conquistou o ouro. A China espera repetir tal conquista em Londres
Terezinha Guilhermina (Brasil)
Dona de três medalhas em Pequim-2008 (ouro prata e bronze), a velocista mostrou que vem forte para melhorar o desempenho em Londres. Pouco menos de dois meses antes das Paralímpíadas, ela quebrou o recorde mundial nos 200 m T11, com 24s60, baixando sua própria marca (24s67). Além do novo recorde na especialidade que lhe deu a medalha dourada quatro anos atrás, ela também detém recordes mundiais nos 100 e 400 m rasos. Mineira, Terezinha sofre de retinose pigmentar, que lhe tirou a visão gradualmente ao longo dos anos. Com 33 anos, já foi eleita a atleta paralímpica do ano em 2006
 
 
Futebol de 5 (Brasil)
Se o futebol olímpico ainda não proporcionou nenhuma medalha dourada, o futebol paralímpico de 5 - adaptação do esporte para atletas cegos - é uma verdadeira potência nos Jogos. Desde que foi disputado pela primeira vez, em Atenas, o Brasil nunca perdeu uma partida e acumula dois ouros. Além do retrospecto, a equipe verde e amarela é a atual tricampeã mundial na modalidade. Em Londres, o Brasil alinha no Grupo B, ao lado de França, Turquia e China
 
 
André Brasil (Brasil)
Outro multi medalhista da natação, André trouxe quatro ouros e uma prata de Pequim-2008. Em Londres, disputará oito diferentes provas: 50, 100 e 400 m livre,200 m medley, 100 m borboleta e 100 m costas ( nas categorias S10 e SM10), além dos revezamentos 4 x 100 m livre e medley. Ele sofreu paralisia infantil (poliomielite) nas pernas por conta de uma reação vacinal
 
Antônio Tenório (Brasil)
Aos 40 anos, o judoca é outra referência nos esportes paralímpicos do Brasil. Ele chega a Londres para a tentativa de conquista de sua quinta medalha de ouro seguida no judô. Por conta de um acidente onde uma mamona atingiu seu olho após ser disparada por um estilingue, Tenório perdeu a visão do lado esquerdo, aos 7 anos. Aos 19, uma infecção deteriorou a visão direita, deixando-o completamente cego. Ele já praticava o esporte quando enxergava e viu nele uma chance de se sobressair com a sua deficiência, estreando nos Jogos em Atlanta-1996. Para 2012, disputa a categoria B1, até 100 kg
 
Clodoaldo Silva (Brasil)
Um dos ícones da história do esporte paralímpico nacional, Clodoaldo defende o Brasil desde Sydney-2000 e acumula nada menos do que 12 medalhas: seis ouros, quatro pratas e dois bronzes. Potiguar de Natal, ele sofre de paralisia cerebral decorrente da falta de oxigênio durante seu nascimento. A trajetória vitoriosa de Clodoaldo tem um projeto que contará sua vida em um filme: 'Clodoaldo Silva - O tubarão das piscinas'
 
Daniel Dias (Brasil)
Porta-bandeira da delegação paralímpica, o nadador (centro) foi apontado pelo presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Phillip Craven, como uma das possíveis estrelas desta edição dos Jogos. Em Pequim-2008, o brasileiro conquistou nada menos que quatro medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze e pode ser tornar o maior medalhista nacional, já que disputará oito provas nesta edição

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