Uma consequência da candidatura de Serra: confirmação de Aécio em 2014
Carlos Fehlberg
Fixação de Serra na Disputa paulista abre caminho para candidatar Aécio
A candidatura José Serra à prefeitura de São Paulo acaba favorecendo outra liderança tucana, Aécio Neves, que vê aberto o caminho para afinal concorrer à Presidência, pelo PSDB, em 2014. Seja qual for o resultado do pleito paulista este ano, nos meios tucanos não se imagina que Serra ainda venha a pensar numa outra sucessão presidencial, depois dos revezes de 2002 e 2010 e ainda após o pleito paulista deste ano.
Senador Aécio Neves/Foto: Waldemir Barreto/Ag. Senado
A preocupação de Aécio, por isso, está voltada este ano para as eleições mineiras, pois em nível nacional tudo parece encaminhado. Até porque outra liderança do PSDB, que também já concorreu à Presidência, Geraldo Alckmin, deverá tentar a reeleição em São Paulo. O caminho parece aberto, assim, para o senador mineiro, após algumas tentativas mal sucedidas.
E Haddad
Enquanto isso, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, negou ontem suposta pressão do PT para que o PMDB desista da pré-candidatura do deputado federal Gabriel Chalita. "Sinceramente, não existe pressão da nossa parte. Efetivamente não há isso", disse Haddad. E observa ainda que tem uma boa amizade com o deputado peemedebista e considera legítima a sua candidatura. "O clima entre nós sempre foi bom e é o melhor possível", atestou. Para o ex-ministro da Educação, a estratégia do PMDB em manter uma candidatura em São Paulo "é respeitável".
Questionado sobre a relação entre PT e PSB e a política de aliança envolvendo São Paulo e Belo Horizonte, Haddad negou que a negociação esteja vinculada à desistência do PT na corrida pela prefeitura de Belo Horizonte. E afirmou que tem mantido conversas frequentes com o presidente do partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e que em nenhum momento chegou a ser discutida a vinculação da eventual aliança em São Paulo com alguma outra cidade. "Nunca tratamos da situação de aliança PT/PSB em nenhuma outra cidade que não São Paulo", garantiu.
A candidatura José Serra à prefeitura de São Paulo acaba favorecendo outra liderança tucana, Aécio Neves, que vê aberto o caminho para afinal concorrer à Presidência, pelo PSDB, em 2014. Seja qual for o resultado do pleito paulista este ano, nos meios tucanos não se imagina que Serra ainda venha a pensar numa outra sucessão presidencial, depois dos revezes de 2002 e 2010 e ainda após o pleito paulista deste ano.
Senador Aécio Neves/Foto: Waldemir Barreto/Ag. Senado
A preocupação de Aécio, por isso, está voltada este ano para as eleições mineiras, pois em nível nacional tudo parece encaminhado. Até porque outra liderança do PSDB, que também já concorreu à Presidência, Geraldo Alckmin, deverá tentar a reeleição em São Paulo. O caminho parece aberto, assim, para o senador mineiro, após algumas tentativas mal sucedidas.E Haddad
Enquanto isso, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, negou ontem suposta pressão do PT para que o PMDB desista da pré-candidatura do deputado federal Gabriel Chalita. "Sinceramente, não existe pressão da nossa parte. Efetivamente não há isso", disse Haddad. E observa ainda que tem uma boa amizade com o deputado peemedebista e considera legítima a sua candidatura. "O clima entre nós sempre foi bom e é o melhor possível", atestou. Para o ex-ministro da Educação, a estratégia do PMDB em manter uma candidatura em São Paulo "é respeitável".
Questionado sobre a relação entre PT e PSB e a política de aliança envolvendo São Paulo e Belo Horizonte, Haddad negou que a negociação esteja vinculada à desistência do PT na corrida pela prefeitura de Belo Horizonte. E afirmou que tem mantido conversas frequentes com o presidente do partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e que em nenhum momento chegou a ser discutida a vinculação da eventual aliança em São Paulo com alguma outra cidade. "Nunca tratamos da situação de aliança PT/PSB em nenhuma outra cidade que não São Paulo", garantiu.
Geraldo Alckmin: "As prévias estão marcadas para dia 25 e não há razão para nenhuma alteração".
Alckmin confirma
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a dizer que "não há nenhuma razão para nenhuma alteração" nas prévias que devem decidir o candidato do partido à Prefeitura de São Paulo, marcadas para o próximo dia 25. Segundo tucanos, ele teme que uma votação expressiva de algum dos outros dois postulantes, o secretário estadual José Aníbal ou o deputado federal Ricardo Tripoli, cause desgaste a candidatura Serra. Hoje, o governador não comentou o pedido e disse apenas que "as prévias estão marcadas para o dia 25 e não há nenhuma razão para nenhuma alteração".
A prévia e etc
Aliados de Serra pediram ao governo que intensifique o esforço para demover José Aníbal, que ocupa uma secretaria de Alckmin, da prévia. O governador, porém, não comentou o pedido e disse apenas que "as prévias estão marcadas para o dia 25 e não há nenhuma razão para nenhuma alteração. Ontem, Serra afirmou que não está "agindo nem 'desagindo'" pela realização de debates internos antes das prévias do partido, marcadas para o dia 25.
Mulher comanda TSE
Ministra Cármen Lúcia durante sessão do STF. Foto: Carlos Humberto
O Tribunal Superior Eleitoral vai ter a primeira mulher na presidência. A ministra Cármen Lúcia foi eleita para um mandato de dois anos e vai ocupar a vaga do atual presidente, ministro Ricardo Lewandowski. Mineira, 55 anos, Cármen Lúcia também é ministra do STF. Ela foi nomeada pelo ex-presidente Lula em 2006. E fez sua carreira em Minas Gerais como advogada, procuradora do estado e professora. Ela vai comandar as eleições municipais de outubro.
Uma surpresa da base aliada atinge governo
Recondução do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres é rejeitada com votos aliados
Por 36 votos contra, 31 a favor e uma abstenção, o plenário do Senado rejeitou a recondução de Bernardo Figueiredo para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Na base aliada o fato foi avaliado como resultado da insatisfação de senadores com o governo. O núcleo palaciano não esperava essa derrota e a votação foi recebida como advertência dos aliados no Senado. O resultado foi visto pela oposição como um revés do governo, identificando o indicado como um integrante do staff da presidente, com quem trabalhou diretamente por dois anos na Casa Civil. Fato que também confirma a insatisfação de um grupo de senadores com o governo.
Diretor-geral da Agência N
acional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
O líder no Senado, Romero Jucá, também admitiu que o resultado da votação secreta traduziu a insatisfação de alguns senadores com o governo. E propõe aprofundar as relações políticas. A reação segundo o líder tem a ver com os problemas de sempre: “Juntou a insatisfação com os problemas com o nome do indicado. O relatório do TCU deu combustível.” assinalou.
O outro lado
O indicado teve forte oposição do senador Roberto Requião que apresentou acórdão do Tribunal de Contas da União que aponta irregularidades na gestão do então diretor da ANTT. Requião lembrou que o Ministério Público Federal acusou Figueiredo de ter se omitido no papel de fiscalizador das concessionárias de linhas férreas e ainda de ter contribuído para que empresas privadas dilapidassem o patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal. O líder do PMDB, Renan Calheiros, favorável a aprovação de Bernardo, encaminhou voto da bancada pela aprovação, mas antecipou que não haveria consenso.
Alckmin confirma
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a dizer que "não há nenhuma razão para nenhuma alteração" nas prévias que devem decidir o candidato do partido à Prefeitura de São Paulo, marcadas para o próximo dia 25. Segundo tucanos, ele teme que uma votação expressiva de algum dos outros dois postulantes, o secretário estadual José Aníbal ou o deputado federal Ricardo Tripoli, cause desgaste a candidatura Serra. Hoje, o governador não comentou o pedido e disse apenas que "as prévias estão marcadas para o dia 25 e não há nenhuma razão para nenhuma alteração".
A prévia e etc
Aliados de Serra pediram ao governo que intensifique o esforço para demover José Aníbal, que ocupa uma secretaria de Alckmin, da prévia. O governador, porém, não comentou o pedido e disse apenas que "as prévias estão marcadas para o dia 25 e não há nenhuma razão para nenhuma alteração. Ontem, Serra afirmou que não está "agindo nem 'desagindo'" pela realização de debates internos antes das prévias do partido, marcadas para o dia 25.
Mulher comanda TSE
Ministra Cármen Lúcia durante sessão do STF. Foto: Carlos HumbertoO Tribunal Superior Eleitoral vai ter a primeira mulher na presidência. A ministra Cármen Lúcia foi eleita para um mandato de dois anos e vai ocupar a vaga do atual presidente, ministro Ricardo Lewandowski. Mineira, 55 anos, Cármen Lúcia também é ministra do STF. Ela foi nomeada pelo ex-presidente Lula em 2006. E fez sua carreira em Minas Gerais como advogada, procuradora do estado e professora. Ela vai comandar as eleições municipais de outubro.
Uma surpresa da base aliada atinge governo
Recondução do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres é rejeitada com votos aliados
Por 36 votos contra, 31 a favor e uma abstenção, o plenário do Senado rejeitou a recondução de Bernardo Figueiredo para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Na base aliada o fato foi avaliado como resultado da insatisfação de senadores com o governo. O núcleo palaciano não esperava essa derrota e a votação foi recebida como advertência dos aliados no Senado. O resultado foi visto pela oposição como um revés do governo, identificando o indicado como um integrante do staff da presidente, com quem trabalhou diretamente por dois anos na Casa Civil. Fato que também confirma a insatisfação de um grupo de senadores com o governo.
Diretor-geral da Agência N
acional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABrO líder no Senado, Romero Jucá, também admitiu que o resultado da votação secreta traduziu a insatisfação de alguns senadores com o governo. E propõe aprofundar as relações políticas. A reação segundo o líder tem a ver com os problemas de sempre: “Juntou a insatisfação com os problemas com o nome do indicado. O relatório do TCU deu combustível.” assinalou.
O outro lado
O indicado teve forte oposição do senador Roberto Requião que apresentou acórdão do Tribunal de Contas da União que aponta irregularidades na gestão do então diretor da ANTT. Requião lembrou que o Ministério Público Federal acusou Figueiredo de ter se omitido no papel de fiscalizador das concessionárias de linhas férreas e ainda de ter contribuído para que empresas privadas dilapidassem o patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal. O líder do PMDB, Renan Calheiros, favorável a aprovação de Bernardo, encaminhou voto da bancada pela aprovação, mas antecipou que não haveria consenso.
Ele já sabia do clima desfavorável na base. E assim o Plenário do Senado rejeitou por 36 votos contra, 31 votos a favor e uma abstenção, a indicação de Bernardo Figueiredo para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Para alguns pode ter sido um recado ao Planalto e chamou atenção que a rebelião foi estimulada pelo PMDB.
O líder Romero Jucá, líder do governo, considerou-a como “um posicionamento político de pessoas que estão insatisfeitas. O governo vai avaliar o que fazer. Existem insatisfações em vários partidos que foram manifestadas no voto secreto. A gente tem que entender o recado, aprofundar as relações políticas e acabar com as defecções".
Romero Jucá sobre derrota no Senado: “um posicionamento político de pessoas que estão insatisfeitas. O governo vai avaliar o que fazer.”
Especulações
E houve ainda quem ligasse o fato com o manifesto do PMDB divulgado há dias dizendo que a relação entre o PT e PMDB com o governo é "desigual" e que o partido vive numa "encruzilhada, onde o PT se prepara, com ampla estrutura governamental, para tirar do PMDB o protagonismo municipalista no país". O partido também reclama que os ministros do Partido estão "limitados" em suas ações.
Requião deflagrou
O senador Roberto Requião acabou sendo o principal articulador da derrubada da indicação. Com acusações contra Figueiredo, Requião mobilizou a bancada peemedebista para rejeitar o nome proposto. Na reunião da bancada o senador já tinha feito um apelo aos colegas de partido para que rejeitassem a indicação. O senador Pedro Taques também fez um duro discurso contra a indicação de Figueiredo. "Sou contra a sua indicação. Ele é incompetente."
Quase adiada
Senador Roberto Requião/Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
Antes da votação, Requião chegou a apresentar requerimento para que a votação fosse adiada, mas teve o pedido rejeitado. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, afirmou que, apesar da falta unanimidade no partido, o encaminhamento era pela rejeição do pedido de adiamento.
Romero Jucá sobre derrota no Senado: “um posicionamento político de pessoas que estão insatisfeitas. O governo vai avaliar o que fazer.”
Especulações
E houve ainda quem ligasse o fato com o manifesto do PMDB divulgado há dias dizendo que a relação entre o PT e PMDB com o governo é "desigual" e que o partido vive numa "encruzilhada, onde o PT se prepara, com ampla estrutura governamental, para tirar do PMDB o protagonismo municipalista no país". O partido também reclama que os ministros do Partido estão "limitados" em suas ações.
Requião deflagrou
O senador Roberto Requião acabou sendo o principal articulador da derrubada da indicação. Com acusações contra Figueiredo, Requião mobilizou a bancada peemedebista para rejeitar o nome proposto. Na reunião da bancada o senador já tinha feito um apelo aos colegas de partido para que rejeitassem a indicação. O senador Pedro Taques também fez um duro discurso contra a indicação de Figueiredo. "Sou contra a sua indicação. Ele é incompetente."
Quase adiada
Senador Roberto Requião/Foto: Moreira Mariz/Agência SenadoAntes da votação, Requião chegou a apresentar requerimento para que a votação fosse adiada, mas teve o pedido rejeitado. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, afirmou que, apesar da falta unanimidade no partido, o encaminhamento era pela rejeição do pedido de adiamento.
As supostas irregularidades na condução da agência foram lembradas por José Agripino, Aloizio Nunes e Álvaro Dias que destacaram o fato de haver integrantes da base do governo contrários à indicação. Relator da indicação de Figueiredo. Defendendo a indicação, o senador Lindbergh Farias argumentou que, durante a sabatina na Comissão de Infraestrutura, em dezembro, o indicado respondeu a todos os questionamentos e foi aprovado sem nenhum voto contrário. A rejeição será comunicada oficialmente à Presidência da República.
Chico Mendes
Por 7 votos a 2, os ministros do STF julgaram inconstitucional a lei que criou o Instituto Chico Mendes, em 2007, por meio de medida provisória apresentada pelo ex-presidente Lula. O STF, no entanto, estabeleceu o prazo de dois anos para que o Congresso possa analisar e aprovar uma nova lei que mantenha a existência do instituto. A lei foi contestada no Supremo pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama, que apontou uma irregularidade na tramitação da MP que criou o instituto.
Copa do Mundo
O Plenário da Câmara aprovou por 350 votos a 8, o regime de urgência para o projeto de Lei Geral da Copa. A matéria, aprovada em comissão especial, será votada na próxima quarta-feira. O texto estabelece direitos especiais para a Fifa na organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Um dos itens polêmicos que deverá ser votado é a permissão para o consumo de bebidas alcoólicas em copos plásticos nos estádios na Copa do Mundo e na Copa das Confederações.
Chico Mendes
Por 7 votos a 2, os ministros do STF julgaram inconstitucional a lei que criou o Instituto Chico Mendes, em 2007, por meio de medida provisória apresentada pelo ex-presidente Lula. O STF, no entanto, estabeleceu o prazo de dois anos para que o Congresso possa analisar e aprovar uma nova lei que mantenha a existência do instituto. A lei foi contestada no Supremo pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama, que apontou uma irregularidade na tramitação da MP que criou o instituto.
Copa do Mundo
O Plenário da Câmara aprovou por 350 votos a 8, o regime de urgência para o projeto de Lei Geral da Copa. A matéria, aprovada em comissão especial, será votada na próxima quarta-feira. O texto estabelece direitos especiais para a Fifa na organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Um dos itens polêmicos que deverá ser votado é a permissão para o consumo de bebidas alcoólicas em copos plásticos nos estádios na Copa do Mundo e na Copa das Confederações.


Comentários
Postar um comentário
Deixe seu comentário e email que terei o maior prazer em entrar em contato com você.