Carlos Fehlberg
Novo líder do governo já tem um desafio: tentar volta do PR à base
Braga se reúne com Blairo Maggi tentando recomposição com o PR
O líder do PR no Senado, Blairo Maggi, negou ontem que o partido esteja fazendo ameaças ao governo quando diz que está na oposição: "O PR conversa com o governo quando o governo quiser, mas continuamos na oposição. O governo precisa entender que o PR é importante e não está fazendo ameaças. Tomou a decisão que era preciso", reafirmou o líder do partido, surpreendendo e ao mesmo tempo criando o primeiro desafio para a nova liderança do Planalto no Senado. Blairo Maggi esteve reunido com Eduardo Braga, para tratar do problema. E, ao final, Braga afirmou que o "diálogo" do governo com o PR só terá continuidade se os senadores do partido voltarem atrás na decisão integrar a oposição. E observou ainda que “é necessário nesse momento que o PR faça uma reavaliação dessa posição para que possamos retomar qualquer tipo de diálogo".
Líder do PR no Senado, Blairo Maggi/Foto: Lia de Paula/Agência Senado
O líder do PR viajou para seu estado, Mato Grosso, mas Blairo, como líder do partido, deixou claro que o PR está disposto a conversar com o governo a partir da próxima semana. Os líderes do PT e PMDB vão atuar também no sentido do retorno PR à base aliada. Enquanto isso o governo admite o diálogo se o Partido deixar a oposição. Trata-se também do primeiro desafio do novo líder do governo, senador Eduardo Braga.
A causa
Para Blairo Maggi, aliás, a causa do impasse é a indefinição sobre a volta do partido ao controle do Ministério dos Transportes. Depois do afastamento senador Alfredo Nascimento quem responde pela Pasta é Paulo Sérgio Passos, que mesmo filiado ao PR, não teria aceitação na bancada do Partido. Blairo diz, segundo o G1, que “estávamos negociando a volta do PR ao Ministério dos Transportes. Sempre deixamos claro que era isso que queríamos. Voltamos a negociar, mas, não tivemos resposta. Hoje conversamos com a Ideli e decidimos que não tem como seguir nessa negociação.”
Na realidade o PR quer indicar um nome para o Ministério, ocupado por Paulo Passos, desde o afastamento do senador Alfredo Nascimento. O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela disse que a bancada de 43 deputados se manterá independente e não seguiria uma decisão dos senadores do partido de migrarem para a oposição. Apesar de o PR dizer que Paulo Passos não representa o partido no comando do Ministério dos Transportes, ele foi indicado pelo PR como secretário-executivo de Alfredo Nascimento. A propósito, o líder na Câmara diz que "nossas questões com o governo não passam pelos cargos, mas pela necessidade de diálogo".
Eduardo Braga, líder do governo: "Não entendi a posição do PR, fui surpreendido. Ainda estávamos em negociação."
Braga quer diálogo
Líder
do governo no Senado, Eduardo Braga/Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Diante de tudo isso Eduardo Braga se disse surpreendido com a posição do PR: "Não entendi a posição do PR, fui surpreendido. Ainda estávamos em negociação, eu estava conversando com Blairo e com a presidente", disse. E afirmou que não continuará as conversar com o PR se ele mantiver a decisão de romper com o governo. Braga disse que o Planalto não encerrou as negociações com o partido. O PR tem 7 dos 81 senadores e, desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu, no ano passado, votou alinhado com o Planalto. A crise entre o partido e Dilma começou com a queda de Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes, em julho passado.
Já o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela diz que a bancada de 43 deputados se manterá independente e não seguirá a decisão dos senadores do partido de migrarem para a oposição. Portela disse que caberá à presidente Dilma Rousseff decidir se tirará do partido cargos no governo. "Nossas questões com o governo não passam pelos cargos, mas pela necessidade de diálogo", disse Portela.
Já em ação, Lula tenta o apoio do PSB para Fernando Haddad
E no PSDB, ainda se tenta o apoio de Alckmin a Serra, antes da prévia
Em recuperação de uma infecção pulmonar, o ex-presidente Lula voltou à atividade política e já buscou contato com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para tratar do apoio do PSB à campanha de seu candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Eduardo Campos esteve há poucos dias em São Paulo, mas procurou evitar uma definição partidária no pleito paulista, mesmo pressionado por duas candidaturas.
Ex-presidente Lula e o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad/Foto: Ricardo Stuckert
Enquanto isso, porém, o ex-presidente que foi decisivo no lançamento do seu ex-ministro da Educação como candidato em São Paulo passou a atuar mais objetivamente, após sua alta hospitalar. É no seu apoio que o ex-ministro da Educação espera ver fortalecida sua candidatura, mesmo após o lançamento do tucano José Serra.
Alckmin em campanha?
O ex-governador José Serra, por outro lado, insiste numa maior participação de Geraldo Alckmin na campanha para disputar a prévia que indicará o candidato tucano à Prefeitura, no dia 25. Mas avisou que não vai se manifestar publicamente, por ora, em favor de nenhum dos três candidatos - além de Serra, há ainda na disputa o secretário José Aníbal e o deputado Ricardo Tripoli. Antes de tomar a decisão o governador consultou aliados sobre a entrada mais incisiva na campanha de Serra, mas foi aconselhado a não se manifestar. Apesar da manifestação de Alckmin, os serristas ainda têm esperança de que o governador possa participar de um evento a favor de Serra antes da prévia.
Delúbio
A Segunda Turma do negou ontem recurso do ex- tesoureiro do PT Delúbio Soares contra condenação por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Goiás em maio de 2010. A defesa ainda pode recorrer da decisão. Ele é um dos 38 réus na ação penal que trata do suposto esquema de compra de apoio político de parlamentares durante o governo do ex-presidente Lula. O caso está no Supremo Tribunal Federal.
Pepe vai falar
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado pretende ouvir, na próxima quinta-feira, o recém-empossado ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
Arlindo Chiaglia, líder do governo: “A Lei Geral da Copa não pode prever a autorização expressa para se vender bebidas nos estádios porque contraria o Estatuto do Torcedor.”
Fifa e Copa: um impasse O presidente da Federação Internacional de Futebol Joseph Blatter, chegou na noite de ontem a Brasília. Ele seria recepcionado com um jantar. Hoje, ele tem um encontro agendado com a presidente Dilma Roussef sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O encontro entre Blatter e Dilma ocorrerá em meio à polêmica da liberação de bebidas alcoólicas nos jogos do Mundial.
Braga se reúne com Blairo Maggi tentando recomposição com o PR
O líder do PR no Senado, Blairo Maggi, negou ontem que o partido esteja fazendo ameaças ao governo quando diz que está na oposição: "O PR conversa com o governo quando o governo quiser, mas continuamos na oposição. O governo precisa entender que o PR é importante e não está fazendo ameaças. Tomou a decisão que era preciso", reafirmou o líder do partido, surpreendendo e ao mesmo tempo criando o primeiro desafio para a nova liderança do Planalto no Senado. Blairo Maggi esteve reunido com Eduardo Braga, para tratar do problema. E, ao final, Braga afirmou que o "diálogo" do governo com o PR só terá continuidade se os senadores do partido voltarem atrás na decisão integrar a oposição. E observou ainda que “é necessário nesse momento que o PR faça uma reavaliação dessa posição para que possamos retomar qualquer tipo de diálogo".
Líder do PR no Senado, Blairo Maggi/Foto: Lia de Paula/Agência Senado
O líder do PR viajou para seu estado, Mato Grosso, mas Blairo, como líder do partido, deixou claro que o PR está disposto a conversar com o governo a partir da próxima semana. Os líderes do PT e PMDB vão atuar também no sentido do retorno PR à base aliada. Enquanto isso o governo admite o diálogo se o Partido deixar a oposição. Trata-se também do primeiro desafio do novo líder do governo, senador Eduardo Braga.A causa
Para Blairo Maggi, aliás, a causa do impasse é a indefinição sobre a volta do partido ao controle do Ministério dos Transportes. Depois do afastamento senador Alfredo Nascimento quem responde pela Pasta é Paulo Sérgio Passos, que mesmo filiado ao PR, não teria aceitação na bancada do Partido. Blairo diz, segundo o G1, que “estávamos negociando a volta do PR ao Ministério dos Transportes. Sempre deixamos claro que era isso que queríamos. Voltamos a negociar, mas, não tivemos resposta. Hoje conversamos com a Ideli e decidimos que não tem como seguir nessa negociação.”
Na realidade o PR quer indicar um nome para o Ministério, ocupado por Paulo Passos, desde o afastamento do senador Alfredo Nascimento. O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela disse que a bancada de 43 deputados se manterá independente e não seguiria uma decisão dos senadores do partido de migrarem para a oposição. Apesar de o PR dizer que Paulo Passos não representa o partido no comando do Ministério dos Transportes, ele foi indicado pelo PR como secretário-executivo de Alfredo Nascimento. A propósito, o líder na Câmara diz que "nossas questões com o governo não passam pelos cargos, mas pela necessidade de diálogo".
Eduardo Braga, líder do governo: "Não entendi a posição do PR, fui surpreendido. Ainda estávamos em negociação."
Braga quer diálogo
Líder
do governo no Senado, Eduardo Braga/Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoDiante de tudo isso Eduardo Braga se disse surpreendido com a posição do PR: "Não entendi a posição do PR, fui surpreendido. Ainda estávamos em negociação, eu estava conversando com Blairo e com a presidente", disse. E afirmou que não continuará as conversar com o PR se ele mantiver a decisão de romper com o governo. Braga disse que o Planalto não encerrou as negociações com o partido. O PR tem 7 dos 81 senadores e, desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu, no ano passado, votou alinhado com o Planalto. A crise entre o partido e Dilma começou com a queda de Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes, em julho passado.
Já o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela diz que a bancada de 43 deputados se manterá independente e não seguirá a decisão dos senadores do partido de migrarem para a oposição. Portela disse que caberá à presidente Dilma Rousseff decidir se tirará do partido cargos no governo. "Nossas questões com o governo não passam pelos cargos, mas pela necessidade de diálogo", disse Portela.
Já em ação, Lula tenta o apoio do PSB para Fernando Haddad
E no PSDB, ainda se tenta o apoio de Alckmin a Serra, antes da prévia
Em recuperação de uma infecção pulmonar, o ex-presidente Lula voltou à atividade política e já buscou contato com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para tratar do apoio do PSB à campanha de seu candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Eduardo Campos esteve há poucos dias em São Paulo, mas procurou evitar uma definição partidária no pleito paulista, mesmo pressionado por duas candidaturas.
Ex-presidente Lula e o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad/Foto: Ricardo Stuckert
Enquanto isso, porém, o ex-presidente que foi decisivo no lançamento do seu ex-ministro da Educação como candidato em São Paulo passou a atuar mais objetivamente, após sua alta hospitalar. É no seu apoio que o ex-ministro da Educação espera ver fortalecida sua candidatura, mesmo após o lançamento do tucano José Serra.
Alckmin em campanha?
O ex-governador José Serra, por outro lado, insiste numa maior participação de Geraldo Alckmin na campanha para disputar a prévia que indicará o candidato tucano à Prefeitura, no dia 25. Mas avisou que não vai se manifestar publicamente, por ora, em favor de nenhum dos três candidatos - além de Serra, há ainda na disputa o secretário José Aníbal e o deputado Ricardo Tripoli. Antes de tomar a decisão o governador consultou aliados sobre a entrada mais incisiva na campanha de Serra, mas foi aconselhado a não se manifestar. Apesar da manifestação de Alckmin, os serristas ainda têm esperança de que o governador possa participar de um evento a favor de Serra antes da prévia.
Delúbio
A Segunda Turma do negou ontem recurso do ex- tesoureiro do PT Delúbio Soares contra condenação por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Goiás em maio de 2010. A defesa ainda pode recorrer da decisão. Ele é um dos 38 réus na ação penal que trata do suposto esquema de compra de apoio político de parlamentares durante o governo do ex-presidente Lula. O caso está no Supremo Tribunal Federal.
Pepe vai falar
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado pretende ouvir, na próxima quinta-feira, o recém-empossado ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
Arlindo Chiaglia, líder do governo: “A Lei Geral da Copa não pode prever a autorização expressa para se vender bebidas nos estádios porque contraria o Estatuto do Torcedor.”
Fifa e Copa: um impasse O presidente da Federação Internacional de Futebol Joseph Blatter, chegou na noite de ontem a Brasília. Ele seria recepcionado com um jantar. Hoje, ele tem um encontro agendado com a presidente Dilma Roussef sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O encontro entre Blatter e Dilma ocorrerá em meio à polêmica da liberação de bebidas alcoólicas nos jogos do Mundial.
O Ministério do Esporte divulgou nota na qual informa que o Brasil firmou em 2007 um compromisso com a Fifa para a realização do Mundial, que, entre outros itens, prevê a permissão para comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa. Mas o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia não concorda. Para ele, a Lei Geral da Copa não pode prever a autorização expressa para se vender bebidas nos estádios porque, segundo ele, isso contraria o Estatuto do Torcedor.
E mais
Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democratização na Distribuição dos Royalties e Participações Especiais Provenientes do Petróleo Extraído da Plataforma Continental e a Frente Parlamentar Municipalista entregaram ao presidente da Câmara, Marco Maia, um requerimento, com cerca de 300 assinaturas, que pede urgência na tramitação do projeto que altera o rateio das participações governamentais (royalties e participações especiais) da exploração de petróleo em alto mar.
TSE alerta
Sessão plenária do TSE/Foto: Carlos Humberto
O Tribunal Superior Eleitoral declarou ontem que é proibido fazer campanha no Twitter antes do período permitido por lei, a partir do dia 5 de julho do ano eleitoral. A decisão foi tomada no julgamento do caso específico de um recurso de Índio da Costa, multado por divulgar uma mensagem na rede social quando concorria à vice-presidência da República em 2010.
E mais
Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democratização na Distribuição dos Royalties e Participações Especiais Provenientes do Petróleo Extraído da Plataforma Continental e a Frente Parlamentar Municipalista entregaram ao presidente da Câmara, Marco Maia, um requerimento, com cerca de 300 assinaturas, que pede urgência na tramitação do projeto que altera o rateio das participações governamentais (royalties e participações especiais) da exploração de petróleo em alto mar.
TSE alerta
Sessão plenária do TSE/Foto: Carlos Humberto
O Tribunal Superior Eleitoral declarou ontem que é proibido fazer campanha no Twitter antes do período permitido por lei, a partir do dia 5 de julho do ano eleitoral. A decisão foi tomada no julgamento do caso específico de um recurso de Índio da Costa, multado por divulgar uma mensagem na rede social quando concorria à vice-presidência da República em 2010.
A decisão foi tomada por quatro votos a três e, assim, os ministros mantiveram a multa e afirmaram que o Twitter é um meio de divulgação de propaganda eleitoral. E, assim, se os adversários políticos detectarem alguma ilegalidade nas mensagens eleitorais divulgadas devem denunciar a prática à Justiça Eleitoral, como ocorre com outros meios de comunicação


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