Candidato do PT em São Paulo minimiza a influência dos recentes episódios na eleição

Carlos Fehlberg


Lula e diz que a crise política em Brasília não repercute na campanha eleitoral

Além de destacar o fato de que a participação de Lula na campanha terá muita importância para sua candidatura, O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, reafirmou em entrevista à 'Rádio Jovem Pan', que seu plano constitui o projeto implementado no País pelo governo federal e que o ex-presidente será seu avalista na campanha. "A palavra dele terá uma força extraordinária nesta campanha", garante. Mais adiante abordou possíveis reflexos da crise política em Brasília na campanha.

Pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad/Foto: Pedro França
Em 30 minutos de entrevista, Haddad disse, ainda falando sobre a campanha, disse que a força para elegê-lo está na militância do PT. "Confio primeiro no coletivo. Tenho uma militância muito engajada", afirmou. Mas reafirmou que, no momento em que Lula se recupera é garantiu que preciso preservá-lo. Quando estiver em forma disse Haddad, Lula vai envolver-se não só em sua campanha, mas em todos "os projetos que ele acredita. É da natureza dele ajudar", garantiu.

Reflexos de Brasília?
O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo descartou também que a crise que atinge relações do governo com a base aliada no Congresso Nacional venha comprometer as alianças na campanha deste ano. "Não há esse contágio, o Brasil é muito grande, são 5.560 municípios que vão eleger seus prefeitos, você imagina se cada assunto de Brasília for repercutir em todos os municípios", argumentou, ao participar do seminário promovido pela bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, denominado "O modo petista de governar".

Haddad disse ainda que não está preocupado é com o andamento das negociações com os partidos aliados para o fechamento de alianças em S.Paulo, mas reiterando que "ainda tem muito tempo para cuidar disso". E também rechaçou que o conflito entre PT e PMDB em Brasília possa prejudicar a sua campanha. "Às vezes falam: O PT e PMDB se estranharam em Brasília. Isso repercutiu na campanha do Eduardo Paes (atual prefeito do Rio de Janeiro) para a reeleição com o apoio do PT?", indagou, complementando: "Absolutamente não." Segundo o ex-ministro da Educação, os problemas do governo federal e os conflitos com a sua base estão fora do cotidiano dos pré-candidatos. "Esse tipo de procedimento está mais na cabeça das pessoas do que no cotidiano dos pré-candidatos. Não existe essa interferência", reafirmou.

Ministro Hermann Benjamin: “A atualização que se propõe é cirúrgica. O Código (de Defesa do Cosumidor) é um marco da cidadania, mas passados 20 anos, precisa de atualização.”

Código do Consumidor

Na véspera do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, o presidente da comissão de juristas encarregada de elaborar o anteprojeto de atualização do Código de Defesa do Consumidor, ministro Herman Benjamin, entregou ontem presidente do Senado, José Sarney, o documento preliminar com as proposições aprovadas pelo colegiado.


O texto será agora encaminhado à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. Os principais temas abordados pelos juristas no anteprojeto foram o comércio eletrônico, o endividamento das famílias, a oferta de crédito e os ritos processuais. “A atualização que se propõe é cirúrgica. O Código é um marco da cidadania, mas passados 20 anos, precisa de atualização", disse Herman Benjamin, que ressaltou a sensibilidade do presidente Sarney ao propor a reformulação do código.

Novo presidente no STF
O ministro Carlos Ayres Britto foi eleito ontem o novo presidente do Supremo Tribunal Federal. Ele substituirá o ministro Cezar Peluso, mas não cumprirá o mandato de dois anos, pois em novembro atinge 70 anos, idade limite para aposentadoria compulsória dos ministros da Corte. Joaquim Barbosa será o novo vice-presidente do tribunal. A posse do novo presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça está marcada para o próximo dia 19 de abril.

Trabalho
Em nota assinada por seu presidente nacional Carlos Lupi, o PDT afirma que não vai impor qualquer veto ao nome escolhido pela presidente Dilma Rousseff para assumir a Pasta. A declaração pode abrir caminho para o deputado federal Brizola Neto. Outros nomes cogitados: deputado Vieira da Cunha e o secretário geral do partido, Manoel Dias, braço direito de Lupi.


Novos líderes anunciam como prioridade manter unidade da base parlamentar aliada
Eduardo Braga diz que base não é só PMDB e quer diálogo. Chinaglia segue mesmo caminho

O novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga, afirmou em sua primeira entrevista já no cargo, que uma das principais prioridades será buscar a união entre os parlamentares que integram a base do governo. Há dias o governo sofreu uma derrota no Senado, com a rejeição do nome de Bernardo Figueiredo, indicado pela presidente Dilma Rousseff, para a direção-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres, o que teria desencadeado reformulações. Para Braga "a prioridade é a união. Não só dentro do PMDB, pois o problema na base aliada não se restringe apenas ao PMDB", disse o novo líder.

Novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga/Foto: Márcia Kalume/Agência Senado
Para Braga "o que acontece com o PMDB não é muito diferente do que acontece com outros partidos. Vamos ter de conversar e muito, criar uma agenda positiva e fazer com que chegue até a presidente", assinalou. E elogiou o trabalho do seu antecessor, Romero Jucá. E prosseguiu: "A mudança nas lideranças é uma mudança exatamente neste sentido, de que um novo momento político está sendo construído. Não dá para dizer que a mudança tanto do líder Romero quanto do líder Vaccarezza não foi por bom desempenho deles. Uma base tão grande quanto a que a presidente tem precisa de articulação muito ampliada ou os descontentamentos vão se ampliando, se agravando, e acabam se transformando num problema", disse.

Medidas
Entre as prioridades do governo no Senado, segundo ele, estão a aprovação da resolução 072, que trata da alíquota do ICMS sobre importados, com o objetivo de reduzir a guerra fiscal, além do projeto da Lei Geral da Copa e o Fundo de Previdência dos Servidores: "A Resolução 072 é importantíssima para o Brasil. Temos de votar 072 com o máximo de brevidade possível, mas temos de ter o governo consciente de que existem seguimentos da indústrias em que a trava (redução da alíquota) não pode ser geral. Não podemos mais esperar. Não é a presidente que está com pressa, é o Brasil que está com pressa", observou.

Chinaglia: não há crise
E o novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia também nega que exista crise entre a base aliada do Congresso e o governo: "Eu não estou vendo crise, sinceramente. A tensão é normal. Ela sempre existiu e é uma "constante boa", disse, após participar da posse do novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. E foi adiante: "Eu não trabalho com a hipótese da base rebelada. Até onde o próprio líder Vaccarezza me informou as coisas estão bem arrumadas", declarou.


Chinaglia revelou ainda que "em plenário, recebi com muita satisfação manifestações até de líder da oposição entendendo que eu possa jogar um papel ali adequado." E ele já pediu uma audiência ao vice-presidente Michel Temer devido à "importância" do peemebedista. "Ele me cumprimentou, me parabenizou. Eu aproveitei para pedir uma audiência com ele referente a importância que ele tem. Não só como vice-presidente, mas no processo político nacional."

Arlindo Chinaglia: "Eu não estou vendo crise, sinceramente. A tensão é normal. Ela sempre existiu e é uma "constante boa".

Ao oficializar a troca no comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a presidente Dilma Rousseff é de opinião que a reforma agrária não pode ser vista "pura e simplesmente como distribuição de terra". E também anunciou um novo programa para os agricultores: o Pronacampo. Em 2011, o número de novos assentados foi o mais baixo desde 1995 e houve uma queda de 44% em relação ao ano anterior. Dilma dedicou boa parte dos 20 minutos de seu discurso elogiando e defendendo a gestão de Florence. E foi além, dizendo que uma das linhas centrais de seu governo para o setor é reforçar a política de incentivo para a agricultura familiar: "Garantir uma agricultura familiar pujante é condição também para um padrão de qualidade para a reforma agrária."

O Campo
O novo ministro prometeu também trabalhar para erradicar a pobreza no campo. Ele citou como "sonho" a construção de uma classe média rural. "É por isso que queremos fixar no imaginário que o Ministério do Desenvolvimento Agrário é desenvolvimento econômico e com enorme vocação social." E também disse que o governo esta antecipando as metas do Brasil Sem Miséria para o campo, com previsão de atender 179 mil famílias em 2012 (meta inicial para este ano era 50 mil), sendo que esse índice era calculado para 2013. Na cerimônia, a presidente disse que nós próximos dias deve ser lançado um programa federal para acesso a educação no campo.

Copa
Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, concede entrevista/Foto: Gustavo Lima
O Plenário da Câmara aprovou o regime de urgência para o projeto de Lei Geral da Copa. A matéria, aprovada em comissão agora será votada na próxima quarta-feira. O texto estabelece direitos especiais para a Fifa na organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Enquanto isso com foco na Copa, a presidente Dilma Rousseff e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deverão reunir-se com o presidente da Federação Internacional de Futebol, Joseph Blatter.

Ministra
A ministra Ideli Salvatti esteve ontem no Congresso para pedir aos novos líderes do governo uma transição "harmônica". Participou de parte da reunião de líderes da base aliada, coordenada por Arlindo Chinaglia. E logo seguiu para encontro com o senador Eduardo Braga, novo líder do Senado.

A reforma
Sem alarde, Dilma está promovendo a prometida reforma ministerial. Ela, como se vê, não será em bloco, e o próximo passo será definir o novo titular na Pasta do Trabalho, que sairá do PDT

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