Oposição já anuncia que vai convocar os ministros


Carlos Fehlberg
Recesso termina e o debate sobre denúncias domina o novo cenário
A retomada dos trabalhos parlamentares está coincidindo com uma ofensiva oposicionista que pretende ouvir quatro ministros diante de denúncias de irregularidades, que estiveram em evidência. Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, apresentará requerimento convidando o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a esclarecer aos senadores da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária denúncias da revista "Veja" sobre irregularidades no ministério. E a oposição também confirmou que pretende também ouvir outros ministros: o dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sobre irregularidades em contratos da pasta; o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar de problemas em licitações na Agência Nacional de Petróleo, segundo a revista Época; e o ministro de Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, diante de denúncia de venda de lotes da Reforma Agrária, segundo noticiário. E mais ainda: o PSDB trabalha para viabilizar instalação de CPI do Dnit, com objetivo de investigar denúncias existentes.

O requerimento para a sua criação conta com 23 assinaturas, faltando mais quatro para que seja instalada no Senado. Enquanto isso o líder do governo no Senado, Romero Jucá desculpou-se ontem com a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer pelas acusações feitas por seu irmão, Oscar Jucá Neto, sobre a gestão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que já investiga os fatos denunciados, segundo determinação da Presidente. O líder do governo no Senado disse, a propósito, que pediu desculpas por esse absurdo todo, declarando que seu irmão agiu errado e está solidário ao ministro: “ Estou no meio dessa confusão apenas por ser parente. Até agora não sei porque ele fez isso. Minha posição é clara, considero que ele agiu equivocadamente. Mas não tenho culpa de meu irmão ter falado besteira.”

Ex-ministro falará
Enquanto isso, aliados do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela e o deputado Luciano Castro anunciaram que ele vai fazer um pronunciamento focalizando as denúncias que o levaram a pedir demissão do cargo no começo de julho. E explicou que seu discurso será pontual, abordando pontos da administração.

E na Câmara...
O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira, deverá oferecer requerimento para a realização de audiência pública com cinco órgãos de fiscalização e de controle para apurar as supostas irregularidades no governo. Serão convidados integrantes da Procuradoria-Geral da República, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União, Procuradoria do Distrito Federal e da Controladoria-Geral da República. O documento deve ser apresentado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Na sua blitz, o PSDB pretende convocar, em comissões temáticas da Câmara, o ministro da Agricultura, das Cidades, Transportes, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, alvos de citações nas últimas semanas. Enquanto na sua ofensiva, a oposição, através do líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno, vai pedir na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, requerimento para que o Tribunal de Contas da União investigue denúncia de corrupção envolvendo o Ministério da Agricultura e a Conab. A Proposta de Fiscalização e Controle a ser protocolada precisa, no entanto, ser aprovada pela comissão da Câmara.

PP esclarece
Ontem, a senadora Ana Amélia do PP falou sobre denúncias publicadas pela revista Istoé envolvendo corrupção no Ministério das Cidades. A senadora disse considerar necessário investigar as denúncias, mas considerou convincentes as explicações do ministro das Cidades, Mário Negromonte. Em nota, o ministro afirma que as empresas não são contratadas pelo ministério e que as verbas destinadas às obras em questão são aprovadas pelos estados e municípios. E os recursos são repassados a operadores financeiros, como a Caixa Econômica Federal, responsáveis pela liberação.


Ana Amélia disse ainda que não tem compromisso com o erro: “Tenho compromisso com a verdade e com a ética. Espero que todos os fatos sejam esclarecidos,” que disse contar com a apuração por parte da Presidência da República para que se evitem injustiças. E leu também nota do senador Francisco Dornelles, presidente do PP, em resposta às denúncias, na qual reitera o apoio ao ministro das Cidades, Mario Negromonte, e declara que as doações de campanha ao PP obedeceram à legislação eleitoral.

Reação no governo
Em encontro com petistas, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse no fim de semana que não há "clima de caça às bruxas" no governo, "mas um clima de ir pra cima, de cobrar sempre que houver algum tipo de erro". O ministro contou ter discutido a imagem da presidente Dilma com os petistas. "Tentei dissolver algumas imagens que vão se formando, de uma presidenta que não dialoga com o partido ou que tem mais dificuldade do que o Lula de dialogar com os movimentos sociais, O Rui Falcão, dirigente do PT, tem conversado com ela mais do que outros presidentes do partido conversavam com o Lula."

Uma estratégia
O PT também pretende imprimir uma agenda positiva de debates e votação no Congresso para fazer frente à ação da oposição focada nas denúncias. Em seminário realizado, a bancada do PT na Câmara decidiu priorizar, neste segundo semestre, a discussão das reformas política e tributária e a votação de projetos na área de educação, saúde e cultura. O PT também defenderá a votação da criação da Comissão da Verdade, a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e a chamada emenda constitucional que trata do fim do trabalho escravo no país. Teixeira vai propor o diálogo com governadores e prefeitos e o Planalto para uma definição sobre o texto da Emenda 29 que espera votação na Câmara. Ele defende uma forma de financiar os recursos da saúde.


Oposição já anuncia que vai convocar os ministros
Recesso termina e o debate sobre denúncias domina o novo cenário
A retomada dos trabalhos parlamentares está coincidindo com uma ofensiva oposicionista que pretende ouvir quatro ministros diante de denúncias de irregularidades, que estiveram em evidência. Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, apresentará requerimento convidando o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a esclarecer aos senadores da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária denúncias da revista "Veja" sobre irregularidades no ministério.


E a oposição também confirmou que pretende também ouvir outros ministros: o dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sobre irregularidades em contratos da pasta; o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar de problemas em licitações na Agência Nacional de Petróleo, segundo a revista Época; e o ministro de Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, diante de denúncia de venda de lotes da Reforma Agrária, segundo noticiário. E mais ainda: o PSDB trabalha para viabilizar instalação de CPI do Dnit, com objetivo de investigar denúncias existentes.


O requerimento para a sua criação conta com 23 assinaturas, faltando mais quatro para que seja instalada no Senado. Enquanto isso o líder do governo no Senado, Romero Jucá desculpou-se ontem com a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer pelas acusações feitas por seu irmão, Oscar Jucá Neto, sobre a gestão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que já investiga os fatos denunciados, segundo determinação da Presidente. O líder do governo no Senado disse, a propósito, que pediu desculpas por esse absurdo todo, declarando que seu irmão agiu errado e está solidário ao ministro: “ Estou no meio dessa confusão apenas por ser parente. Até agora não sei porque ele fez isso. Minha posição é clara, considero que ele agiu equivocadamente. Mas não tenho culpa de meu irmão ter falado besteira.”


Ex-ministro falará
Enquanto isso, aliados do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela e o deputado Luciano Castro anunciaram que ele vai fazer um pronunciamento focalizando as denúncias que o levaram a pedir demissão do cargo no começo de julho. E explicou que seu discurso será pontual, abordando pontos da administração.


E na Câmara...
O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira, deverá oferecer requerimento para a realização de audiência pública com cinco órgãos de fiscalização e de controle para apurar as supostas irregularidades no governo. Serão convidados integrantes da Procuradoria-Geral da República, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União, Procuradoria do Distrito Federal e da Controladoria-Geral da República.


O documento deve ser apresentado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Na sua blitz, o PSDB pretende convocar, em comissões temáticas da Câmara, o ministro da Agricultura, das Cidades, Transportes, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, alvos de citações nas últimas semanas. Enquanto na sua ofensiva, a oposição, através do líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno, vai pedir na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, requerimento para que o Tribunal de Contas da União investigue denúncia de corrupção envolvendo o Ministério da Agricultura e a Conab. A Proposta de Fiscalização e Controle a ser protocolada precisa, no entanto, ser aprovada pela comissão da Câmara.

PP esclarece
Ontem, a senadora Ana Amélia do PP falou sobre denúncias publicadas pela revista Istoé envolvendo corrupção no Ministério das Cidades. A senadora disse considerar necessário investigar as denúncias, mas considerou convincentes as explicações do ministro das Cidades, Mário Negromonte. Em nota, o ministro afirma que as empresas não são contratadas pelo ministério e que as verbas destinadas às obras em questão são aprovadas pelos estados e municípios. E os recursos são repassados a operadores financeiros, como a Caixa Econômica Federal, responsáveis pela liberação.


Ana Amélia disse ainda que não tem compromisso com o erro: “Tenho compromisso com a verdade e com a ética. Espero que todos os fatos sejam esclarecidos,” que disse contar com a apuração por parte da Presidência da República para que se evitem injustiças. E leu também nota do senador Francisco Dornelles, presidente do PP, em resposta às denúncias, na qual reitera o apoio ao ministro das Cidades, Mario Negromonte, e declara que as doações de campanha ao PP obedeceram à legislação eleitoral.


Reação no governo
Em encontro com petistas, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse no fim de semana que não há "clima de caça às bruxas" no governo, "mas um clima de ir pra cima, de cobrar sempre que houver algum tipo de erro". O ministro contou ter discutido a imagem da presidente Dilma com os petistas. "Tentei dissolver algumas imagens que vão se formando, de uma presidenta que não dialoga com o partido ou que tem mais dificuldade do que o Lula de dialogar com os movimentos sociais, O Rui Falcão, dirigente do PT, tem conversado com ela mais do que outros presidentes do partido conversavam com o Lula."

Uma estratégia
O PT também pretende imprimir uma agenda positiva de debates e votação no Congresso para fazer frente à ação da oposição focada nas denúncias. Em seminário realizado, a bancada do PT na Câmara decidiu priorizar, neste segundo semestre, a discussão das reformas política e tributária e a votação de projetos na área de educação, saúde e cultura. O PT também defenderá a votação da criação da Comissão da Verdade, a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e a chamada emenda constitucional que trata do fim do trabalho escravo no país. Teixeira vai propor o diálogo com governadores e prefeitos e o Planalto para uma definição sobre o texto da Emenda 29 que espera votação na Câmara. Ele defende uma forma de financiar os recursos da saúde.

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