Prévias e reforma política também entram em debate na reunião tucana
PSDB decide criar o seu conselho político
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, anunciou na reunião tucana realizada em Belo Horizonte, que o Partido vai criar um conselho político formado por ele e mais os governadores do partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador José Serra, um representante do partido na Câmara dos Deputados, o senador Aécio Neves, e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Luiz Paulo Velloso Lucas.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o presidente do partido, Sérgio Guerra/Foto: Alessandro CarvalhoEle deverá assessorar a executiva do partido em decisões relevantes. Também está em pauta a realização de conferências com temas de interesse dos brasileiros. O presidente do Conselho Político do PSDB ainda será escolhido, mas admite o governador Alckmin que o ex-governador José Serra é um bom nome.
Ação parlamentar
Sobre as dificuldades enfrentadas no Congresso, Guerra admite a necessidade de união e foco definido, além de um único discurso. E ainda esclareceu que, no momento, não há discussão no partido sobre candidato para disputar as próximas eleições presidenciais. "Discutir sucessão presidencial não faz sentido no momento dentro do partido".
Reforma/voto distrital
Na reunião com lideranças tucanas no Senado Serra também discutiu a reforma política. Ele defende proposta para que o voto distrital puro seja aplicado já nas eleições municipais de 2012 para as cidades com mais de 200 mil eleitores. "Os municípios com mais de 200 mil eleitores não chegam a 2% dos municípios brasileiros, mas têm 38% da população. Cidades como Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, as grandes cidades do Brasil, seriam divididas em distritos e cada distrito da cidade elegeria um vereador.
Em Belo Horizonte, um distrito de 40 mil. Em São Paulo, um distrito de 150 mil. Isso aproxima muito o eleitor do que foi eleito, além de que barateia o custo das campanhas". Para Serra a mudança pode ser feita por meio de legislação, e não por emenda à Constituição. "Basta um projeto de lei e pode ser aplicado já em 2012.
É uma mudança parcial no sistema eleitoral brasileiro para melhor e que pode ter efeito de demonstração com relação ao futuro. (...) Não seria um teste para reforma política, mas sem dúvida seria uma experiência para ver como funciona o voto distrital." Na avaliação do ex-governador, no entanto, o voto distrital misto é o adequado para a eleição de deputados estaduais e federais.
E prévias
As prévias também entram no debate tucano: “O partido deseja fazer prévias.
O senador Aécio Neves defendeu muito as prévias. E hoje muita gente defende”, disse Guerra que faz ainda uma observação sobre o assunto: “As prévias, sem publicidade, a gente não ia longe. Nem tinha financiamento previsto em lei.
Agora a gente pode aprofundar isso e devemos aprofundar”, anunciando um trabalho de recadastramento dos filiados do partido, justificando: “Antes de ter prévias, temos de fazer um trabalho de recadastramento, para que a gente tenha filiados de fato”. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, porém, diverge e diz que a escolha do nome para 2014 tem de “vir da sociedade” e que o conselho político terá que ampliar essa discussão. “O conselho político é justamente para isso, para permitir uma participação maior”, explicou. O próximo encontro dos governadores tucanos deverá ser realizado em Goiás, porém ainda não há uma data definida.
Carlos Fehlberg
Vice de Serra troca DEM pelo novo PSD de Kassab Índio Costa diverge de Rodrigo, Maia e decide trocar de Partido O ex-deputado federal Índio da Costa, que foi o candidato a vice-presidente na chapa de José Serra decidiu filiar-se ao PSD, de Gilberto Kassab. Índio já estava rompido com o ex-presidente do DEM e diz que vai para o PSD “fazer política moderna, independente, sem rancores, por um Brasil melhor. Levo comigo os valores que sempre defendi", disse ele em sua página no Twitter.
As divergências já eram conhecidas e a sua saída também esperada, mas foi confirmada depois de uma reunião dele com o prefeito Gilberto Kassab, criador do novo Partido e que espera engrossar as fileiras do Partido com muitos descontentes em outros partidos. Na realidade, Índio tinha aspirações de concorrer à prefeitura do Rio, mas identificou dificuldades.
Índio foi indicado para ser vice de José Serra como uma reivindicação do próprio DEM que sentiu que estava perdendo espaço para o PSDB que também indicara o senador Álvaro Dias para vice. Visando manter a aliança, Dias desistiu e entrou Índio. A estratégia do PSD será exatamente a de recrutar políticos descontentes, oferecendo a legenda. Caminho que ainda vai ser seguido e poderá trazer algumas surpresas.
Lula no exterior O ex-presidente Lula vai continuar a viajar, atendendo convites. Vai fazer duas palestras: uma nos Estados Unidos, promovida pela Microsoft, outra no México, em evento organizado pela Associação de Bancos daquele país.
Espaços temáticos O presidente do Senado, José Sarney, vai consultar os líderes partidários sobre a criação de "semanas ou meses temáticos de votação". A proposta é incluir, na pauta do plenário, projetos que tratem de assuntos análogos de forma a agilizar as votações.
"Vamos votar todos os projetos de segurança que estão na casa, todos os projetos de saúde, e assim de maneira que a gente possa avançar naquelas matérias mais importantes que estão nas comissões", anunciou o presidente do Senado. Dentro desse critério o senador Álvaro Dias do PSDB concorda com a proposta e defenderá a escolha da área social como primeiro tema.
"Não há dúvida de que os projetos da área social são os mais cobrados e necessários. Eu, por exemplo, estou tentando há algum tempo colocar na pauta um projeto sobre a aposentadoria especial para deficientes, que já foi pautado, já saiu da pauta e não foi votado", explicou para a agência Senado. O líder do governo, Romero Jucá, não só concorda mas diz que a proposta de votação por temas vai mobilizar os senadores.
Reformas Dizendo que o Brasil nunca promoveu nenhuma reforma radical na direção de seu futuro, o senador Cristovam Buarque passou a temer que a reforma política em debate seja também incompleta, limitada a aspectos eleitorais.
"Não ouço falar da reforma que toque na cultura brasileira da política. Não vejo falar em medidas claras moralizadoras", observou. E diz que o país precisa de mudanças no funcionamento do próprio Legislativo, do Executivo e do Judiciário. Sugeriu novos critérios para a escolha dos ministros dos tribunais superiores de Justiça e garantia de autonomia para o Banco Central, com mandatos fixos para sua diretoria. E ainda defende o não apenas o financiamento público das campanhas, mas limites para as doações e medidas que funcionem para reduzir os custos.

ja vi que vcs estao fumando coisa estragada, vcs estao maluco?s nao tem logica uma mudança dessa rapida assim nao e outra esse papo que aproxima mais do eleitor é papo pra boi dormi o sitemas eleitorais de outros paises é uma porcaria. nosso sistema é otimo é o unico que da chance para minoria . e outra vcs querem perpetuar no poder. a culpa de vcs serem desonesto nao é culpa do tipo de eleiçao! vcs sabem disso
ResponderExcluirTem que fazer plebiscito o povo tem que decidi
ResponderExcluirvoto de lista fechada quem vai pras cabeça são os políticos de bastidores
Delubio jê Dirceu Maluf e outros não vou nem citar nomes pois não vai mudar nada so atrapalhar
Não adianta fala que não vai porque vai. o povo não sabe nem em quem vai votar, oq acontece? pessoas de interesse vai abraça a campanha do meliante no partido com muito dinheiro
Os mais votados não vai impedir que artistas sejam eleitos pois pra eles vai ficar mais fácil pois eles saim na frente. São conhecido. distrital o político só vai se preocupar com seu terreno o resto que se explode. e o atual é o melhor porem tem que ter mais fiscalização mais sem duvida é o melhor sistema do mundo com certeza coloca ai pra gente votar se fica do jeito que ta ou muda