Sarney se define e diz que é favorável à volta do imposto
Carlos Fehlberg
Três anos após extinção, Presidente do Senado propõe recriar a CPMF
Depois de uma batalha parlamentar que extinguiu a CPMF, o Senado pode reabrir a discussão sobre a sua validade. O presidente do Senado, José Sarney, admitiu ontem que é a favor da criação de um novo imposto nos mesmos moldes: “Acho que é um imposto muito pequeno e um imposto bom porque não tira mais dos pobres, mas tira dos que mais têm. São recursos que deixam de entrar para a saúde pública, onde o Brasil mais necessita e o povo mais necessita.”
Três anos após extinção, Presidente do Senado propõe recriar a CPMF
Depois de uma batalha parlamentar que extinguiu a CPMF, o Senado pode reabrir a discussão sobre a sua validade. O presidente do Senado, José Sarney, admitiu ontem que é a favor da criação de um novo imposto nos mesmos moldes: “Acho que é um imposto muito pequeno e um imposto bom porque não tira mais dos pobres, mas tira dos que mais têm. São recursos que deixam de entrar para a saúde pública, onde o Brasil mais necessita e o povo mais necessita.”
O debate em torno da CPMF foi dos mais longos e constituiu à época da extinção uma das poucas derrotas de expressão que a bancada do governo sofreu no Senado. Claro que a movimentação empresarial também influiu e a bancada da oposição articulou-se como poucas vezes. Mas havia um clima, liderado pela área empresarial com apoio decisivo da oposição.
E o Orçamento?
A senadora Serys Shlessarenko, que deve ser oficializada como relatora do Orçamento de 2011, disse ontem que se sentiu “enganada” e “traída” por uma assessora que presidia um instituto em Brasília que recebia verbas de emendas parlamentares, segundo revelou a reportagem da revista "Veja" desta semana. Sua posição foi imediata sentindo-se traída, observando que existem irregularidades que ainda devem ser apuradas por órgãos competentes. Serys promete trabalhar para aprovar o Orçamento até o dia 22 de dezembro, último dia de atividades no Congresso. Já vem dialogando com o governo sobre os cortes na proposta, aguarda a última reestimativa da receita e o fim da votação dos relatórios setoriais para fazer seu parecer.
Apesar de sua postura, o presidente do PPS, Roberto Freire pediu o seu afastamento. E partiu para a ofensiva opondo-se à sua permanência. Serys assumiu a relatoria do Orçamento na semana passada em razão de outro problema surgindo, envolvendo o senador Gim Argello, que renunciou depois de uma série de reportagens, mostrando ligações de emendas orçamentárias de sua autoria com institutos fantasmas e empresas em nome de laranjas.
E Maluf?
A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo cassou a decisão que condenou Paulo Maluf por improbidade administrativa em uma suposta compra superfaturada de frangos pela Prefeitura de São Paulo. A decisão revogada foi a que levou o deputado a ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que então anulou os 497 mil votos que ele recebeu nas eleições.
Agora, segundo seu advogado, Eduardo Nobre, a decisão permitirá que o deputado possa vencer o recurso no TSE contra a decisão do TRE-SP, sendo diplomado...
Mesa da Câmara
A bancada do PT na Câmara se reúne hoje para escolher o deputado que disputará a presidência na Câmara dos Deputados. Os candidatos são Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara; Arlindo Chinaglia, ex-presidente da Câmara; e Marco Maia, atual vice-presidente. PT e PMDB decidiram pela alternância da presidência da Câmara, mas no primeiro biênio, um deputado do PT assumirá o posto. O PT elegeu 88 deputados e o PMDB, 78.


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