Ultimas da Política Nacional
Carlos Felhberg
Sem confrontos// Dilma, Serra, Marina e Plínio fazem último encontro na TV
O último debate entre os candidatos à Presidência da República, promovido pela TV Globo, ontem à noite, num dos pontos de encerramento da campanha oficial se manteve num bom nível, mas não ofereceu confrontos maiores. Em parte pelo modelo adotado. Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio, voltaram a encontrar-se durante cerca de duas horas e sob mediação do jornalista William Bonner. O último debate antes da eleição foi dividido em quatro blocos. No primeiro e no terceiro blocos, os temas foram definidos por sorteio. E nos outros dois foram livres. Os candidatos ainda tiveram dois minutos cada um para considerações finais no último bloco.
O último debate entre os candidatos à Presidência da República, promovido pela TV Globo, ontem à noite, num dos pontos de encerramento da campanha oficial se manteve num bom nível, mas não ofereceu confrontos maiores. Em parte pelo modelo adotado. Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio, voltaram a encontrar-se durante cerca de duas horas e sob mediação do jornalista William Bonner. O último debate antes da eleição foi dividido em quatro blocos. No primeiro e no terceiro blocos, os temas foram definidos por sorteio. E nos outros dois foram livres. Os candidatos ainda tiveram dois minutos cada um para considerações finais no último bloco.
Candidatos à Presidência participam do debate promovido pela TV Globo
No primeiro bloco, o tema sorteado foi legislação trabalhista e Marina Silva questionou Dilma Rousseff sobre como resolver a informalidade no mercado de trabalho. Depois, a candidata do PT perguntou a Plínio de Arruda Sampaio sobre sua política para o funcionalismo público. Logo foi a vez de Plínio questionar José Serra sobre impostos, tema sorteado. Previdência foi objeto de indagação de Serra para Marina, indagando sobre suas propostas para o setor.
No segundo bloco, os candidatos puderam fazer perguntas com tema livre. Dilma escolheu Marina e a questão foi sobre ferrovias e hidrovias. Logo Marina indagou Serra sobre propostas de ações em desastres naturais. E em seguida, Serra perguntou a Plínio sobre a importância e propostas para metrô. Plínio, por seu turno, fez uma pergunta que estendeu a todos: se tinham vergonha de seus partidos...
Logo os assuntos voltaram a ser sorteados no terceiro bloco. E o primeiro foi habitação, tendo Serra questionado a respeito Marina, envolvendo o déficit habitacional no país. Segurança: e Marina escolhe Dilma para falar sobre como resolveria problema do setor no país. Em seguida o saneamento levou Dilma a preferir Plínio para oferecer sua posição. E, finalmente, Plínio questionou Serra sobre saúde, sobretudo sobre sua suposta recusa em se comprometer a elevar os gastos em saúde a 10% do Produto Interno Bruto.
O quarto bloco foi aberto com questionamento de Dilma Rousseff sobre redução de jornada de trabalho sem redução de salário, limite à propriedade de terras e cobrança de aluguel compulsório em imóveis vazios. Dilma ainda questionou Marina Silva sobre sua avaliação a respeito de ações do governo federal diante de crises externas. E Marina escolheu os programas sociais como tema para questionar José Serra. E o próprio candidato tucano perguntou a Plínio sobre reajustes acima da inflação. No final, os candidatos tiveram mais dois minutos para as considerações finais.
De uma maneira geral o debate acabou marcado por muitas promessas e pouco enfrentamento. O último debate não apresentou desafios nem denúncias e pouco enfrentamento, ainda que houvesse bons desempenhos isolados. Talvez preocupados por se tratar do último debate, e também pelo modelo, houve pouco confronto, os temas polêmicos não estiveram em evidência. E um dado chamou atenção: Serra e Dilma não se questionaram em nenhum momento, ainda que pudessem.
E a decisão do STF
A decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para a votação não preocupa José Serra. Serra considerou apenas “estranho” que a lei, aprovada há um ano pelo Congresso Nacional, tenha sido modificada na última hora. “Mas, não creio que tenha grande consequência do ponto de vista do resultado da eleição”.
Mais recursos
O STF recebeu ontem à noite um novo recurso contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa nestas eleições. O pedido é do candidato a deputado estadual Francisco das Chagas Rodrigues Alves, do Ceará. O candidato quer derrubar a cassação de seu registro de candidatura pelo TSE com base na nova norma. Ele foi considerado inelegível porque foi condenado em 2006 por compra de votos. A condenação deixou Francisco das Chagas inelegível por três anos, a contar das eleições de 2004, quando foi acusado e julgado pelo crime. Ele disputava o cargo de vereador pelo município de Itapipoca, no Ceará.
Pela Lei da Ficha Limpa, o candidato com condenação transitada em julgado (da qual não cabe mais recurso), tornou-se inelegível por oito anos. O candidato contesta a norma, afirmando que a lei não pode atingir casos anteriores a sua vigência. Ao encaminhar o processo ao STF, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski voltou a defender que, de acordo com a decisão colegiada da Corte, a Lei da Ficha Limpa busca “proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, bem como a normalidade e a legitimidade das eleições”. Para tanto, “criou novas causas de inelegibilidade, mediante critérios objetivos, tendo em conta a ‘vida pregressa do candidato.”
O STF recebeu ontem à noite um novo recurso contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa nestas eleições. O pedido é do candidato a deputado estadual Francisco das Chagas Rodrigues Alves, do Ceará. O candidato quer derrubar a cassação de seu registro de candidatura pelo TSE com base na nova norma. Ele foi considerado inelegível porque foi condenado em 2006 por compra de votos. A condenação deixou Francisco das Chagas inelegível por três anos, a contar das eleições de 2004, quando foi acusado e julgado pelo crime. Ele disputava o cargo de vereador pelo município de Itapipoca, no Ceará.
Pela Lei da Ficha Limpa, o candidato com condenação transitada em julgado (da qual não cabe mais recurso), tornou-se inelegível por oito anos. O candidato contesta a norma, afirmando que a lei não pode atingir casos anteriores a sua vigência. Ao encaminhar o processo ao STF, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski voltou a defender que, de acordo com a decisão colegiada da Corte, a Lei da Ficha Limpa busca “proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, bem como a normalidade e a legitimidade das eleições”. Para tanto, “criou novas causas de inelegibilidade, mediante critérios objetivos, tendo em conta a ‘vida pregressa do candidato.”

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